Do que [aparentemente] se perdeu.
As pessoas têm, na maioria das vezes, a egocêntrica idéia de que suas infâncias foram melhores que a de outras pessoas, em outros tempos. No que tange a mídia, sejamos honestos: se for comparar por cultura geral, SEMPRE houveram clichês, sempre houve mídia-lixo sendo distribuída por aí e, você – você mesmo, que se diz o poço de cultura nacional e internacional -, até seus 10 anos de idade, por mais que você diga que seu pai escutava Clapton em casa, tu também cantava todas aquelas musiquinhas imbecis de novela, se não outras piores. Eu sei que cantava. Mas, apesar da música ser um assunto recorrente (até porque, hoje em dia, a coisa escandalizou de vez), não é sobre música que venho vomitar opinões, mas, sobre video-games. Leia o resto
Do rojão.
24/11/2010
Como eu disse antes, Engenharia é carregado. Só não tinha postado nada ainda tratando do muído grande propriamente dito.
Coisa bonita é ver o sol nascer… Mas toda noite abusa. Abusa, e abusa bonito.
Última noite de estudos, eu dormia meia-hora a cada duas horas de estudo. Era uma escala 2×0,5. Meio tenso. A coisa aperta depois das quatro da manhã, quando você fica de olho duro de tanto virar as dose de café. Ao redor dos olhos, tudo preto. E o que antes era branco, fica vermelho. Parece até que a gente tá estudando na vizinhança do inferno. E como diria Mestre Valdemar (ministro da fome): “Ô infeerno..”
Na casa da gente (conhecida pela alcunha de UTI Las Vegas, que tratarei em um post específico para a dita cuja), são 4 engenheiros e 3 odontólogos. Interessante é ver a cara de Fernando (mizerave deixador de saudade nos ôtro) quando acorda pra arriar o óleo de 3:30 e vê 4 meliantes sentados de perna cruzada olhando prum problema no quadro branco da sala: “Esse povo de engenharia eu num sei não.. ô povo desocupado! Só faz ficar alí na sala olhando pra número…” Ah se pego num beco escuro…
Depois de 26 horas acordado e umas 10 de estudo fora a universidade, você começa a ver os vulto dentro de casa. É incrível. Eu me sinto no Jurassic Park I. Coisa pra Spilberg mesmo. Você vê bicho em todo recanto de parede. Ô tristeza.. Mas, mais tarde, o sono é sem dúvidas muito melhor aproveitado.
Única coisa ruim de tomar café a noite toda é que o tão esperado Café da Manhã termina ficando meio sem graça. E quando não pede arrego e vai embora, ele vem segundo estes meios:
Quem ganha com isso é o rapaz da cantina da universidade. Cafezinho a 25 centavos leva a torcida ao delírio.
Das obrigações sociais.
20/09/2010
Desde que me entendo por gente, algumas vezes por ano me vejo em ambientes pra se dizer, no mínimo, inusitados. Com certesa, todos nós já nos pegamos vestindo mangas longas num calor de meio-dia num batizado ou coisa do tipo. Nesse tipo de ocasião, é fácil até de identificar a família e amigos íntimos do elemento em questão: são as quatro fileiras da frente. E não importa se você não estiver numa igreja, continuam sendo as quatro mesas mais próximas de onde todos devem prestar atenção.
Mas não estou aqui para falar da família ou coisas do tipo, não, estou aqui para falar justamente das últimas fileiras. Daquele pessoal que cochila durante o discurso principal, ou escrevem posts para blogs (eu). São as chamadas obrigações sociais.
Talvez tenha sido minha criação, mas, sinceramente, quantos de vocês se sentem a vontade num aniversário de quinze anos ou casamento onde todos, devidamente empacotados, se entre-olham a noite inteira com medo de cometer algum erro, gafe ou coisas do tipo? A não ser durante as rodinhas que se formam do meio pro fim da festa, em momento algum me sinto ou tenho a falsa sensação de liberdade.
A saída, na minha opinião pra esse tipo de problema, seria acabar com convites e listas de presença.
Porque digo isso?
Tente se lembrar do último penetra que você viu em um evento. O quão desenvolto estava. Tente se lembrar da última vez que você foi penetra. Aposto que deve ter discursado ou até dançado uma das valsas principais com a homenageada – que, aposto, você nunca viu na vida.
Acontece que naquela ocasião, você não tinha nenhuma obrigação social, você queria estar ali. Foi uma escolha sua. Você rezou pra que um amigo convidado passasse mau horas antes, fazendo com que você conseguisse uma senha – um passaporte pro paraíso mais próximo naquela noite.
É triste, mas é real. Até a próxima. :]
